quarta-feira, 2 de novembro de 2011

IMPERDÍVEL - PALESTRA COM JOEL SILVA, EXPERIENTE FOTOJORNALISTA DA FOLHA DE SÃO PAULO

- Dia 04 de Novembro, sexta-feira
- Às 19h
- Plenário da Câmara Municipal de Pouso Alegre
(Av. São Francisco, 320 - Primavera)
- Entrada aberta ao público
- Tema: Cobertura em áreas de Conflito

Joel Silva

JOEL SILVA

É formado pela escola de Artes Bauhaus; em 1994 entrou para o fotojornalismo na Folha de S. Paulo, onde permanece até hoje. Já esteve em várias coberturas como a Copa do Mundo da França em 1998 e da África do Sul em 2010, em 2000 acampou com a guerrilha das Farcs na Colômbia, cobriu o golpe militar em Honduras em 2009, a ocupação do morro do alemão em 2010 e recentemente os conflitos na Líbia.

Ganhos vários prêmios, entre eles, o Every Human Has Rights, na França em comemoração aos 60 anos da declaração dos direitos humanos, ganhou também o Wladimir Herzog de direitos humanos, Dom Helder de Diretos Humanos, entre outros nacionais. Joel é também jurado do 2º Concurso Livre de Fotografia.

www.flickr.com/photos/joelselva

www.concursolivredefotografia.com.br

Organização:
Coletivo Cultural Clube Do Tchu



Apoio:
Univás
Prefeitura de Pouso Alegre

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Visões nacionais para a Rio+20



Em junho de 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizará sua Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o processo estabelecido pela ONU, todos os países-membros deverão apresentar seus insumos e contribuições, por escrito, até o dia 1º de novembro de 2011. A partir dessas contribuições, o Secretariado da Organização preparará uma minuta inicial do documento a ser adotado na Rio+20, o qual deverá ser objeto de negociações formais, com vistas à sua adoção durante o evento.
Para garantir um processo inclusivo e transparente de elaboração das propostas do Brasil, o Ministério do Meio Ambiente abre esta Consulta Pública, cujos resultados deverão subsidiar e fortalecer as posições a serem defendidas pelo País.
A Consulta Pública consiste em um questionário de 11 perguntas. Cada pergunta deverá ser respondida em caráter individual ou em nome de qualquer organização, em no máximo 20 linhas, em fonte Times New Roman tamanho 12. Os questionários respondidos deverão ser encaminhados, até o dia 25 de setembro de 2011, em formato “.doc”, ao endereço eletrônico rio2012@mma.gov.br.

Quaisquer indivíduos ou organizações nacionais poderão contribuir para o processo preparatório, utilizando-se de vários canais. Além desta Consulta Pública, há representantes de diversos setores da sociedade brasileira na Comissão Nacional, indicados pelas suas respectivas entidades representativas, aos quais cabe a articulação no âmbito de seus setores. Finalmente, os Ministérios representados na Secretaria Executiva (Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento Social e Erradicação da Pobreza) constituem, também, canais de consultas e debates com a sociedade brasileira e deverão considerar, em seu trabalho, todas as contribuições recebidas.

Consulta Pública

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Daniel Higgs e Psilosamples 17.09 - Cachoeira do Pezão - Heliodora


Pelo 3º ano consecutivo estará acontecendo o Festival Roqueiro Velho em Heliodora- MG. O festival tem como objetivo celebrar a chegada da primavera, o amor, a amizade, o fim do império e o aniversário do Pedro.
Neste ano a comemoração será especial, em vez de acontecer na famosa Fazenda Sossego, o evento terá como cenário a belíssima Cachoeira do Pedrão, situada a alguns kms do centro de Heliocrazy.
Os convidados são especialíssimos: representando as quebradas sapucaianas, Zé Rolê fará a alegria da galera com seu som que mistura regionalismos e música eletrônica, a mais fina mistura de pastel de farinha de milho com Aphex Twin e outras surpresas mais. A segunda atração não poderia representar melhor o espírito do evento. Direto de Baltimore (Estazunidos), o veterano rockeiro Daniel Higgs que fez parte, dentre outros projetos, da banda Lungfish vai trazer para a festança sua poesia e seu banjo hipnóticos.
A festa será no dia 17 de setembro, sábado, a partir do meio dia e deverá seguir até o começo da noite. Lembrando que, um dia antes, vai ter a apresentação da banda europeia Sol 6, no Conservatório JK em Pouso Alegre. Contamos com a presença de todos os amigos.   


Maiores Informações: clubedotchu@gmail.com

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Show e Oficina com SOL6 - Holanda - 16.09 - Pouso Alegre !!!

Sol6 é uma magistral combinação de punk e improvisação livre formado no final de 2008 pelo pianista inglês, Veryan Weston e o ex-baixista da banda The-Ex, Luc Ex.


Com uma instrumentação incomum, SOL6 combina peças compostas e bem elaboradas fruto de estruturas harmónicas criadas por Veryan Weston, peças que incluem material de compositores como Steve Lacy e George Russel aliados a improvisações-livre. Seu território musical é aberto o suficiente para mergulhar dentro e fora de grooves barulhentos, harmonias complicadas, interlúdios líricos, bem como para o completamente livre e abstrato. Esta é uma tradição e estilo em que Luc-Ex e Veryan Weston desenvolveram juntos em projetos anteriores e de grupos como Roof e 4Walls.

Junto desse show  que será realizado as 20 h da sexta feira dia 16.09, será realizada uma oficina de improvisação livre e percussão africana e seus diversos caminhos de livre criação e composição durante a tarde as 14 h. Dúvidas e contato pelo email clubedotchu@gmail.com

terça-feira, 12 de julho de 2011

Aberto Audiovisualivre 3 ED.

O Clube do Tchu volta a apresentar o Aberto AudiovisuaLivre. O evento chega à sua 3ª edição e continuará a ser realizado nas praças públicas da cidade nos dias 15,22 e 29 deste mês.





Os convidados desta edição serão, respectivamente, Erik Trip: jovem músico de Pouso Alegre que se apresentará com sua guitarra além do seu nintendinho DS http://soundcloud.com/ericktrip, acompanhado de Rafael Miranda na bateria. Bruno Nobru apresentará suas composições influenciadas pelo rock e por música exeperimental brasileira http://soundcloud.com/brunonobru e o Projeto Consonância de Santa Rita De Sapucaí dará o ar da graça de seu rap http://soundcloud.com/projetoconsonancia. Os eventos ocorrerão na Praça Central de Pouso Alegre, no Calçadão da Loja Estylo de Rua e na Pista de Skate, ao lado da Rodoviária.

Esperamos a participação de todos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

De Ruanda à Pouso Alegre, um exemplo de cidadania

<!--[if !vml]--><!--[endif]-->Faz quase dois anos que passei a morar no bairro rural Portal do Ipiranga, em Pouso Alegre, Sul de Minas, cidade onde moro há anos. O Portal fica colado ao bairro urbano Cidade Jardim, que de jardim, só o nome. No lugar de flores, lixo, muito lixo. A situação do bairro colado ao meu é entristecedora. Há lixo doméstico, resto e sobras de construção e o mau cheiro de animais mortos e putrefatos nas esquinas pelo entorno de todo o bairro, em quantidade relevante. Para piorar, crianças brincando neste cenário e cães e gatos se alimentando do lixo.
Parte disso começou a mudar. Há alguns meses, ao ter que caminhar pelo bairro para pegar o ônibus até o trabalho, comecei a ver que uma pequena área desse cenário sofreu transformações. A cada dia um pedaço do entorno aparecia limpo e com os entulhos empilhados na beirada. Surpreendi-me ao ver, quase todos os dias dos últimos meses, um homem de estatura baixa e de corpo franzino de posse de um facão e com muita energia, a limpar e empilhar o lixo.
Esse bairro, surgido há 15 anos e localizado às margens da Rodovia 455, sentido Santa Rita do Sapucaí, cresceu bastante. Com 3 mil habitantes, o Cidade Jardim é uma comunidade tranqüila, mas que sofre bastante com a falta de ações públicas mais eficientes para o tratamento do lixo e com moradores ainda não conscientizados da importância de se preservar, não só o meio ambiente, mas o próprio local onde vivem.
Demorei um pouco, mas abordei o homem me diziam ser africano, para que me cedesse uma entrevista e então pudesse falar sobre a ação de limpeza que fazia no bairro. Fiz isso quando já me deparava com essa área totalmente limpa, cercada e com plantações bem estruturadas de bambus feitas por mãos que conheciam bem sistemas agrícolas comunitários.
De Ruanda, Angola, Leonardo João Sassa, de 62 anos, que está há oito anos no Brasil e há quatro em Pouso Alegre, resolveu limpar e criar uma horta comunitária após se deparar, pelas  manhãs, com amontoados de lixo sendo despejados na frente de sua casa.
“Quem será que está a jogar lixo aqui”, me perguntava. “Ontem não tinha isso. Então eu percebi que as pessoas vinham tarde da noite para despejar lixo pelo entorno”, disse Leonardo com seu sotaque africano, em meio ao barulho intenso dos caminhões que passavam pela rodovia.
Foi em Ruanda e no Congo que Leonardo cresceu, aprendeu a falar português, francês, o dialeto local e onde estudou agrotecnia. Foi em Ruanda, também, que ele diz ter ingressado na ONG Federação Para a Paz Universal, a qual o trouxe ao Brasil há oito anos. Pela ONG, Leonardo ensinava seus conhecimentos de agrotecnia comunitária à comunidades na África e depois, em palestras no Brasil.
Perguntei a ele se ninguém o tinha questionado sobre o fato de estar a limpar uma área pública e depois a utilizá-la para plantio, ao que me respondeu: - “muitas pessoas me criticaram, falaram que eu não podia fazer isso porque não era minha propriedade, mas eu relevei, pois estava determinado. Eu obtive uma autorização da prefeitura e sou considerado por eles parceiro do meio ambiente.”
Após limpar sozinho toda a área, Leonardo foi até a prefeitura para solicitar que viessem retirar os entulhos empilhados. A secretaria de meio ambiente recolheu e expediu um documento que o autoriza utilizar a área de 70 metros de comprimento por seis metros de largura para organizar atividades agrícolas e de paisagismo, desde que não fosse para fins lucrativos. 
Depois de plantar milho e feijão, Leonardo organizou plantação de alface americana, a qual utilizará para alimentar sua família, composta por ele e a esposa, e também irá doar à escola municipal do bairro para que seja utilizada na merenda.
Por último, perguntei a ele se, ao mesmo tempo em que recebeu críticas, não recebeu também reconhecimento ou ainda se percebeu alguma mudança de comportamento dos moradores vizinhos, ao que respondeu: - “aqui não preciso dizer mais nada, minha ação é um exemplo para a comunidade, para o povo brasileiro. Cada um pode cuidar do seu meio ambiente. Isso (o lixo) é sinal que as pessoas não se identificaram com o seu meio ambiente. O ser humano precisa se identificar, a partir de seu Deus, do seu povo nativo, mas também a partir do seu meio ambiente. Quando começar a identificar-se com seu meio ambiente ele descobrirá que faz parte do ciclo biológico da natureza, pois dependemos dela para viver e existir. Ao destruir a natureza, o ser humano destrói a si mesmo”.
Recentemente o bairro foi limpo pela prefeitura municipal, como aconteceu outras vezes, entretanto essa é apenas uma ação unilateral. Após alguns meses tudo voltará a estar sujo. Pouco se tem feito para unir moradores e entidades para uma conscientização da comunidade sobre a importância da seleção do lixo e de seu reaproveitamento. Seria pertinente que a prefeitura percebesse que também é co-responsável por essa mudança de comportamento. É preciso ensinar aos moradores o ciclo biológico da natureza; como Leonardo citou, o lixo pode ser despejado de forma ecológica, pode ser selecionado e reutilizado dentro da própria comunidade para a reconstrução de arquiteturas sustentáveis e energias renováveis, formando assim o ciclo “limpa, educa e reconstrói”.
Com a limpeza de Leonardo surgiu um jardim de flores e plantas que pode ser notado ao lado de sua plantação. Quando perguntei sobre, ele me respondeu que já estava ali e que tinha sido plantado pelo vizinho, mas pouca visibilidade tinha porque o lixo e a alta vegetação o escondiam. Talvez, se outros seguirem o exemplo de Leonardo, há de se descobrir que o Cidade Jardim, realmente, tem jardins.






Por Alberto Hektor

sábado, 4 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uhuuu!Antídoto antiensimesmação

Há pessoas que têm preconceito musical, gostam e desgostam de algo antes mesmo de se dar ao trabalho de ouvi-las. O preconceituoso parte do princípio de que suas bandas preferidas sempre serão melhores que a música que ele está por ouvir. Afinal, onde já se viu uma banda ser melhor que Iron, Engenheiros, Ramones ou Kiss? O disco mais novo que o preconceituoso ouviu com carinho vai completar 20 anos no mês que vem, e ele continua achando que não há nada de novo e interessante no cenário musical.




Pois bem, Uhuuu! do Cidadão Instigado é um disco para ouvidos sem preconceito. Quem, por exemplo, acha que não existe a possibilidade de ouvir uma música boa que seja influenciada pelo brega de Odair José ou pelo rock de Raul Seixas não vai gostar desse álbum.


Os que se derem ao prazer de escutá-lo vão ouvir uma música eletrizante: letras inteligentes que fluem na mesma grandeza quando tratam de temas líricos ou prosaicos, um humor que dialoga com o surrealismo e a com a ficção de George Orwell, melodias que lembramos de algum lugar no fundo da memória, mas não temos a certeza exata de onde vêm.


O que é mais marcante no álbum é a busca por um diálogo. Isso ocorre por meio do uso do imperativo na primeira música “O Nada”, na conversa com o par amoroso em “Dói” e em “Como as luzes”, na prosa sobre o medo que acontece em “Doido”, ou no bate papo virtual que tem com Neil Young em “Homem Velho”. Além das influências, é claro, que, além dos citados, não podemos esquecer de Tom Zé.


A ensimesmação passa longe de Uhuuu! O medo e a libertação do medo são temática recorrente. O medo, no álbum, aparece nas paranóias e sensações de estarmos sendo observados, em alguns momentos encontramos nas letras os ruídos das grandes cidades, nomes de remédio e a atmosfera que George Orwell tinha previsto em seu 1984. Mas a sua libertação pode ser encontrada também através de ações inusitadas para o mundo contemporâneo, como a que aparece na primeira música do álbum, na qual o eu lírico nos aconselha a não nos fecharmos em casa, mas para abrir as portas de casa e deixar os ladrões levarem tudo o que quiserem:“daí,quando você tiver a certeza de que não possui mais nada e que até a sua própria dor não lhe pertence mais/talvez em algum momento você se livre desses pensamentos”.


Seja pela riqueza de ritmos, pela engenhosidade das letras ou pela diversão garantida, Uhuuu! é um dos melhores disco de rock produzido no Brasil nos últimos anos e merece ser ouvido com carinho.